Naquela noite eu me senti sozinha. Não sozinha de corpo, mesmo estando somente eu ali, mas sozinha de alma.
Eu tinha um coração aberto ao amor, pois já tinha todos os sentimentos dentro dele, o amor é que nunca vinha.
Ouvi inúmeras promessas de amor, nenhuma delas me convenceu. Nenhum daqueles caras era o certo.
Fiquei desejando encontrar o amor, como se ele fosse fruto de uma árvore. Eu nunca o achei assim. Então, eu recortei pequenos corações de papelão e pendurei nos galhos daquela bela árvore na campina.
Eu fiquei ali, na noite de luar, observando o céu. Eu pousei meus olhos na lua e me lembrei: Um dia alguém me prometeu a lua, mas eu não a queria, eu queria o amor daquele cara que eu amava e que se foi, eu queria sentar abraçada com ele, embaixo do luar. Desde que meu amado se foi, nunca mais encontrei o amor.

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